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“Quanto mais aumenta nosso conhecimento, mais evidente fica nossa ignorância”

John F. Kennedy

 

 

 

? SABIA QUE ?

 

TERMOS E FACTOS SOBRE AS AVES:

(todos estes factos foram confirmados e não são o resultado de erros dactilográficos)

 

 

 

 

ver outras aves do ano de:

 

 

 

 

 

 

AVE DO ANO 2015

 

 

FURA-BARDOS

 

Accipiter nisus granti

 

 

Fura-bardos?

Realmente poucos de nós o conhecemos pelo simples facto de ser uma ave endémica da ilha da Madeira e do arquipélago das Canárias (Gran Canaria, Tenerife, La Palma, La omera e El Hierro). Precisamente pela sua distribuição geográfica é também chamado de gavião-da-macaronésia.

O Accipiter nisus granti é uma subespécie do gavião-da-europa, apresentando uma plumagem mais escura no dorso e mais listada no ventre. Distingue-se das outras duas espécies de rapinas diurnas da região por ter um porte intermédio com cerca de 28 a 37 cm de comprimento e 60 a 80 cm de envergadura, ter as asas arredondadas e relativamente curtas e a cauda comprida; apresenta uma coloração acinzentada, com um acentuado dimorfismo sexual não só pela coloração como também na sua dimensão, sendo o macho mais pequeno e com o abdómen alaranjado.

É uma rapina que vive preferencialmente em áreas de sub-bosque arbustivo (urzes, azevinhos ou faias) e na floresta densa de Laurissilva onde procura as suas presas, voando habilmente por entre a ramagem. Por este motivo a grande maioria das observações desta ave são fugazes até desaparecer novamente na mata. No entanto também pode ser vista em campos agrícolas e áreas abertas, que utiliza para caçar. Na ilha da Madeira é possível a sua observação em diversas Áreas Importantes para as Aves [I.B.A.], como sejam a Laurissilva, Ponta do Pargo, e Maciço Montanhoso Oriental.

O seu instinto de caçador leva-o à captura e consumo de aves pequenas, como canários (Serinus canaria), melros (Turdus merula), e de aves de porte médio, entre elas o pombo-trocaz (Columba trocaz). Excecionalmente, pode também alimentar-se de morcegos, ratos e lagartixas.

Todos os anos constrói um ninho novo, próximo do ano anterior, o que mostra uma grande fidelidade em relação ao território. O período de reprodução ocorre entre os meses de fevereiro e julho, e os seus ninhos são construídos em árvores. A incubação dura de 32 a 45 dias e é realizada pela fêmea, a qual é alimentada pelo macho. As crias abandonam o ninho com 32 dias mas continuam ao cuidado dos adultos durante aproximadamente um mês.

O seu efetivo populacional na ilha da Madeira não é conhecido – nunca foi realizado um censo específico – nem é conhecida a sua tendência populacional.

É considerado a ave do ano na sequência do projeto LIFE Fura-bardos iniciado em 2013 e que terminará em 2017; este projeto integra o desenvolvimento de trabalhos de conservação e é também denominado de “Conservação da população de fura-bardos e do habitat de Laurissilva na Madeira" ao abrigo do programa europeu LIFE+. Esta integração de projetos deve-se a que a grande ameaça ao fura-bardos tem sido a perda de habitat de floresta de Laurissilva por incêndios nos últimos anos. Em termos históricos esta ave, tal como tantas outras aves de rapina, foi alvo de uma intensa perseguição humana, que hoje dia é considerada quase irrelevante.

O principal objetivo deste projeto é assegurar a conservação do fura-bardos e da floresta Laurissilva, definindo medidas mais adequadas para a restauração ecológica e garantir a sustentabilidade a longo prazo da espécie e do seu habitat. Esta floresta apresenta características específicas e uma biodiversidade excecional com um valor biológico inestimável.

Os objectivos específicos do projeto são:

1) Reduzir as populações de espécies invasoras

2) Recuperar uma área de Laurissilva ardida

3) Aumentar o conhecimento acerca da ecologia e tendências populacionais de fura-bardos na Madeira e Canárias

4) Promover uma forte campanha de sensibilização para a conservação do habitat de Laurissilva e o problema das plantas invasoras

5) Assegurar a continuação e sustentabilidade das medidas de conservação propostas

Apesar de possuir um estatuto de conservação Pouco Preocupante no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal (2005) e na lista da IUCN (2001), a falta de informação atual acerca da sua distribuição e tendência populacional nos arquipélagos da Madeira e Canárias não permite aferir o estado de conservação de ambas as populações.

A recuperação deste habitat, juntamente com o aumento do conhecimento sobre a distribuição, ecologia e tendência populacional do fura-bardos na ilha da Madeira e em 5 ilhas das Canárias, permitirá definir medidas de conservação adequadas para esta subespécie incluída no Anexo I da Directiva Aves e classificado como subespécie prioritária.

 

 

 

S.P.E.A. ave do ano 2015

(este link é da responsabilidade da S.P.E.A. e pode vir a ser desactivado pela mesma)

 

 

 

SEO Birdlife ave del año 2015

(este link é da responsabilidade da SEO Birdlefe e pode vir a ser desactivado pela mesma)

 

 

 

 

 

 

 

PORTUGAL

 

ESPANHA

 

 

 

 

 

 

 

2010

 

CEGONHA-PRETA

Ciconia nigra

 

ABUTRE-NEGRO

Aegypius monachus

 

 

 

 

 

 

 

2011

 

CAGARRA

Calonectris diomedea

 

MOCHO-GALEGO

Athene noctua

 

 

 

 

 

 

 

2012

 

ROLA-BRAVA

Streptopelia turtur

 

ROLIEIRO

Coracias garulus

 

 

 

 

 

 

 

2013

 

ABETARDA

Otis tarda

 

CAGARRA

Calonectris diomedea

 

 

 

 

 

 

 

2014

 

CEGONHA-BRANCA

Ciconia ciconia

 

ANDORINHA-DAS-CHAMINÉS

Hirundo rustica

 

 

 

 

 

 

 

2015

 

FURA-BARDOS

Accipiter nisus granti

 

ROLA-BRAVA

Streptopelia turtur

 

 

 

 

 

 

 

2016

 

BRITANGO

Neophron percnopterus

 

PARDAL

Passer domesticus

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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