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“Quanto mais aumenta nosso conhecimento, mais evidente fica nossa ignorância”

John F. Kennedy

 

 

 

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TERMOS E FACTOS SOBRE AS AVES:

(todos estes factos foram confirmados e não são o resultado de erros dactilográficos)

 

 

 

 

ver outras aves do ano de:

 

 

 

 

 

AVE DO ANO 2014

 

 

CEGONHA-BRANCA

 

Ciconia ciconia

 

 

Finalmente … a ave do ano é uma das aves mais acarinhadas na nossa memória de crianças e é também das que mais tem enriquecido o nosso imaginário e cultura pictórica: a cegonha-branca.

Além do que é uma das aves mais próximas do ambiente humano, nidificando preferencialmente em chaminés de zonas habitacionais e fabris.

É uma ave de grande porte da família das Ciconiidae, medindo em média de 100 a 115 cm, com uma envergadura de asas de 155 a 165 cm e pesando entre 2,3 a 4,4 kg, sendo normalmente os machos maiores. A sua plumagem é maioritariamente branca com preto nas asas. Os adultos têm longas para vermelhas e bicos vermelhos longos e pontiagudos.

Existem duas subespécies que diferem em tamanho: a C. c. ciconia que procria na Europa, noroeste e sul de África e no ocidente asiático e que inverna principalmente em África a sul do Saara; a C. c. asiatica, espécie maior, que acasala no Turquistão e inverna na Índia.

É uma espécie que vive em campo aberto, frequentando uma diversidade enorme de habitats quer húmidos quer secos: talvez seja mais estreitamente associada a zonas húmidas na parte setentorial da sua distribuição, mas acorre em toda a sua distribuição em áreas de vegetação esparsa como pradarias, estepes, savanas, bem como zonas de cultivo agrícola, arrozais, salinas, pastagens secas e húmidas, prados alagados e pantanosos e margens de lagoas e lagos. Não frequenta e evita zonas com clima mais frio e chuvas persistentes. Em Portugal existe a única população mundial a nidificar em rochedos marítimos, com cerca de 40 ninhos no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.

Os casais reprodutores fazem muito frequentemente uso de uma grande variedade de construções humanas nas quais nidificam, nomeadamente em chaminés.

É uma ave carnívora, capturando uma grande variedade de animais, incluindo insetos maiores, peixes, crustáceos, anfíbios, repteis, pequenos mamíferos e aves. Apanha as suas presas no chão em zonas de baixa vegetação ou dentro de água com pouca profundidade.

É um reprodutor monogâmico que não acasala para toda a vida. Ambos os progenitores constroem um ninho grande com 1 a 2 m de profundidade, 0,8 a 1,5 m de diâmetro e 60 a 250 kg de peso, feito de paus e ramos que pode ser usado por muitos anos sendo reconstruído anualmente. Os machos chegam mais cedo e escolhem os ninhos. Em cada ano a fêmea põe uma única ninhada de quatro ovos que eclodem de forma assíncrona em 33 a 34 dias. Os dois adultos alimentam e cuidam das crias.

É uma espécie migratória de longas distâncias acasalando na Europa e invernando em África. Após a procriação, em Agosto e Setembro voam em bandos de centenas de aves, da Europa para sul, na direção de África numa viagem que dura em média 26 dias (ventos de cauda a favor e carência de água e alimento durante a viagem aumentam a velocidade média); aí invernam na savana desde o Quénia e Uganda até ao sul na província do Cabo na África do Sul. Nestas áreas agrupam-se em grandes bandos que divergem para oeste para o Sudão ou Chade ou Nigéria. Na primavera as aves regressam ao norte, à Europa, chegando de Fevereiro a Abril, depois de uma viagem de cerca de 50 dias. Por forma a evitar a travessia marítima sobre o Mediterrâneo, sobre o qual não existem as correntes térmicas, as aves seguem uma de duas rotas: a de leste e a de oeste; pela rota de migração de leste atravessam o Bósforo na Turquia percorrendo o Levante (área geográfica imprecisa que se refere a uma área do médio oriente entre o Mediterrâneo a oeste e o Deserto da Arábia a leste), passando o deserto do Sahara e o Vale do Nilo; pela rota do oeste atravessam o Mediterrâneo sobre o Estreito de Gibraltar. Nestes dois corredores de migração recorrem à ajuda de correntes térmicas permitindo às aves poupar muita energia. A rota de leste é de longe a mais importante com cerca de 530.000 aves e percorre uma distância que é o dobro da distância da rota de oeste, demorando o mesmo tempo em ambas as rotas.

Seis anos depois de ter sido avaliada como “espécie quase ameaçada”, a cegonha-branca foi catalogada em 1994 como “pouco preocupante” pela I.U.C.N.. Se durante a idade média  foi muito beneficiada  com o alargamento das atividades humanas que levaram a deflorestação de extensas áreas de terreno (florestas), nos séc. XIX e XX a industrialização e a mudança nos métodos de cultivo, sobretudo a drenagem de zonas húmidas, levaram ao declínio das suas populações, o que obrigou a programas de conservação e reintrodução em toda a Europa que resultaram no aumento progressivo de casais reprodutores na Holanda, Bélgica, Suíça, Suécia e Portugal. Quase não possui predadores naturais.

As principais ameaças da cegonha-branca continuam a ser a constante perda de áreas húmidas, as colisões com as linhas de alta tensão e o uso de poluentes orgânicos persistentes.

A população ibérica á bem mais estável que o resto da Europa ocidental (7684 casais em 2005). Em 2014 foi alvo de um censo nacional, realizado simultaneamente em vários países europeus.

A cegonha-branca é uma ave protegida.

A cegonha-branca é uma das espécies a que o “Acordo para a Conservação das Aves Aquáticas Migratórias Afro-Euroasiáticas” (A.E.W.A.) se aplica. O plano destina-se a abordar questões fundamentais como as espécies e a conservação dos habitats, a gestão das atividades humanas, pesquisa, educação e sua implementação.

O “Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal” atribui o estatuto de conservação de “pouco preocupante” à população portuguesa nidificante de cegonha-branca.

 

 

S.P.E.A. ave do ano 2014

(este link pode vir a ser desactivado pela S.P.E.A.)

 

 

 

SEO Birdlife ave del año 2014

(este link pode vir a ser desactivado pela SEO Birdlife)

 

 

 

 

 

 

 

PORTUGAL

 

ESPANHA

 

 

 

 

 

 

 

2010

 

CEGONHA-PRETA

Ciconia nigra

 

ABUTRE-NEGRO

Aegypius monachus

 

 

 

 

 

 

 

2011

 

CAGARRA

Calonectris diomedea

 

MOCHO-GALEGO

Athene noctua

 

 

 

 

 

 

 

2012

 

ROLA-BRAVA

Streptopelia turtur

 

ROLIEIRO

Coracias garulus

 

 

 

 

 

 

 

2013

 

ABETARDA

Otis tarda

 

CAGARRA

Calonectris diomedea

 

 

 

 

 

 

 

2014

 

CEGONHA-BRANCA

Ciconia ciconia

 

ANDORINHA-DAS-CHAMINÉS

Hirundo rustica

 

 

 

 

 

 

 

2015

 

FURA-BARDOS

Accipiter nisus granti

 

ROLA-BRAVA

Streptopelia turtur

 

 

 

 

 

 

 

2016

 

BRITANGO

Neophron percnopterus

 

PARDAL

Passer domesticus

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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