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“De todas as coisas seguras, a mais segura é a dúvida”

Bertolt Brecht

 

 

 

 

 

AS AVES NA MITOLOGIA

2011-01-28

 

José Carlos Ferreira

associado O.N.

STAM 848J

 

 

Um mito é por definição uma narrativa de carácter simbólico que surge com o objectivo primeiro de tentar explicar aquilo que, em dado momento, não se entende da realidade, e que é próprio e se integra na cultura ou civilização na qual surgiu. Deverá ser distinguido das crenças comuns, que não têm fundamento objectivo e que são vistas apenas como histórias; até acontecimentos históricos podem vir a transformar-se em mitos, se adquirirem um determinado valor simbólico numa dada cultura.

A palavra ave em grego é ela própria sinónimo de mensagem e de presságio.

Desde tempos imemoriais que as aves, pela sua imagética (indissociável ao céu), assumem um valor sobrenatural de ligação entre a Terra e o Céu, um papel no diálogo entre o Homem e Deus; ademais são dotados de duas pernas como os homens mas voam como os deuses; o seu voo mágico, plumagem colorida e canto melodioso, inspiraram mitos imortais e universais, criados por civilizações por todo o mundo. O alcorão refere que a linguagem das aves, conhecida pelo rei Salomão, é a mesma dos anjos e simboliza o conhecimento espiritual.

São muitos os exemplos de mitos construidos a partir da imagem das aves.

A Fénix, ave mítica de origem etíope, consagrada na mitologia grega, de imenso esplendor, tem o poder de ao morrer entrar em autocombustão e de renascer das suas próprias cinzas, conferindo-lhe assim a imortalidade; o mito da Fénix parece ter-se baseado em Bennu, da mitologia egípcia, representado por uma ave acinzentada, talvez uma garça entretanto extinta, que voava até Heliópolis, pousava sobre a pira do deus Rá e ateava fogo ao seu ninho, deixando-se consumir pelo fogo e renascendo das cinzas.

As culturas asiáticas falam frequentemente das aves como símbolos da imortalidade: na Índia existia o mito de que cada ave em liberdade representaria uma alma humana que partira da sua existência terrena reincarnando na ave; também na arte cristã as aves foram vistas como almas salvas do pecado. No taoismo a ave representa a alma dos imortais.

As aves sempre foram reconhecidas como mediadores da humanidade na criação do mundo inferior, algumas vezes com referências à génese do mundo a partir de um ovo. Um mito egípcio coloca o deus Khnum a fabricar um ovo com a lama do Nilo; existem mitos gregos em que o Sol era formado por um ovo de ganso.

Os próprios deuses são representados, em inúmeros casos, por aves; na mitologia grega Zeus assume muitas vezes a forma de águia ou cisne, Afrodite aparece montada num ganso e Apolo dirige um carro puxado por cisnes; o Simurgh dos persas assumia uma forma de nuvem com asas enquanto o hindu Garuda tinha cabeça e asas de águia com tronco e pernas de homem; o deus indo-chinês da guerra, Skada, monta um pavão e Kama, deus do amor, um papagaio; os germanos também representaram uma ave celestial, Hraesvelg, que criava o vento com o bater das suas enormes asas; o cristianismo representa o Espírito Santo por uma pomba.

Os mensageiros divinos também possuem muita vezes anatomias aladas; Mercúrio tem pequenas asas vestigiais nos tornozelos e os anjos, no cristianismo, têm asas emplumadas; na bíblia durante o dilúvio as aves foram os mensageiros utilizados; na mitologia nórdica, Ódin tinha dois corvos que, como espiões, percorriam o mundo em busca de informações preciosas.

A tradição hindu afirma que as aves representam os estados superiores do ser e em muitas outras culturas existe a significação da ave como alma; no Industão existe a lenda de que a alma de um ogre é uma ave; na simbologia egípcia aprimorou-se ainda mais esta noção dotando uma ave de cabeça humana (este hieróglifo corresponde a Ba ou alma); uma ave androcéfala aparece também na arte grego-romana, com o mesmo significado de alma.

 

A águia é um símbolo religioso e pictórico universal de poder e coragem, que sempre foi associado à imagem do Sol e do Céu, um símbolo poderoso que significa renascimento. Segundo mitos Hititas antigos é o Espírito do Sol, tem o poder de voar até se perder no Sol e participa dos elementos Ar e Fogo. Na Mesopotâmia a águia foi associada ao deus Ningursu, senhor da fertilidade e da tempestade, e simbolizava a função de conter as forças obscuras de Iluyankas, a serpente; talvez desta luta entre ambos tivesse surgido a lenda de um ser híbrido com cabeça, asas e garras de águia num corpo de serpente: a águia-serpente, símbolo da sublimação do lado obscuro da natureza. Coincidentemente também na arte pré-colombiana a águia surge com o mesmo princípio espiritual. Na mitologia do extremo oriente a águia surge presente como mensageiro e transportadora do líquido mágico. Na arte sármata e babilónica surge como símbolo guerreiro e de autoridade. Culminando a simbologia asiática a águia tornou-se universalmente um símbolo de poder celestial e espiritual, dissipando-se este mito pela Europa; assim, na Grécia surge com Zeus e com Jano (águia bicéfala); nos romanos surge como o símbolo real do Imperador; também no cristianismo a águia assume o papel de mensageiro celestial na comunicação entre Deus e o Homem, e vice-versa. Segundo Aristóteles a águia podia olhar para o sol escaldante do meio-dia, sem ficar cega; por esta razão passou a simbolizar Cristo e os que professam a justiça divina; a Bíblia identifica a águia como um sinal do poder de Deus sobre os ímpios e à sua visão de longo alcance está associada a ambição e o desejo realizados; na mitologia greco-romana era referida como “O Rei dos Pássaros”, e na arte romana o voo da águia foi descrito como a alma a subir para o Céu. Com toda esta simbologia e poder a envolver a águia, certas partes do seu corpo assumem qualidades mágicas: as penas da águia são incorruptíveis, por exemplo, ou o seu fígado com mel e bálsamo pode curar as cataratas. Na alquimia a águia devorando um leão é o símbolo da volatilização.

O falcão é a “Luz que brilha na escuridão” e desde que domesticado sempre foi um companheiro favorito dos caçadores por nunca fechar os olhos durante o seu sono; por esta razão em algumas culturas é um guardião protector; os egípcios associaram-no ao olho de Hórus, que ele próprio acreditava que deveria aparecer sempre na forma de falcão do Faraó ou como um deus com cabeça de falcão; ele conseguia ver tudo de uma vez porque um dos seus olhos era o Sol e o outro a Lua; na mitologia egípcia, como encarnação de Hórus, o falcão usa uma coroa dupla, enquanto que em representação do deus Rá ele usa um disco na cabeça; um falcão com cabeça humana é um símbolo de alma humana. Na Ásia acredita-se que o falcão cace e mate os demónios. No cristianismo veio para simbolizar o Espírito Santo e representou um pagão que se converteu ao cristianismo. O falcão simboliza a vitória sobre os instintos.

A coruja é um símbolo de morte, escuridão, visão, sabedoria e virtude. Existem referências simbólicas suas desde a Idade da Pedra, nomeadamente um desenho de 2300-2000 a.C. que mostram uma deusa nua escoltada por corujas. No sistema hieroglífico egípcio a coruja simboliza a morte. Quer na literatura grego-romana quer na latina a coruja surge também como a morte e o seu canto como um sinal de mau presságio e de morte; como o anjo da morte. Em África a coruja está ligada à feitiçaria e sempre que surge, o xamã é chamado para a exorcizar, chegando mesmo em certas regiões da Nigéria a evitar-se pronunciar o seu nome, preferindo usar a expressão “a ave que deixa a gente com medo”. No entanto na China a coruja surge como  um protector contra as coisas maléficas, especialmente o fogo. Em Israel a coruja cinzenta é considerada um bom preságio, sempre que surja próxima das colheitas. Mas também os Romanos usavam figuras de corujas para combater o mau olhado e a cultura latina utilizava uma coruja pregada de asas abertas para impedir que raios e trovões causassem prejuízos em suas casas. Na Índia são usadas penas de coruja nas almofadas de crianças para lhes proporcionar um sono tranquilo. Na mitologia grega está associada à deusa Atena e ficou sendo o símbolo da comunidade ateniense; talvez por isso surja depois como símbolo da sabedoria. Na cultura moderna ocidental o símbolo da filosofia ficou sendo a coruja de Minerva (deusa romana), cujo significado é o de conselheira, na posse de uma sabedoria imensa.

O abutre nos hieróglifos egípcios surge como representação da ideia da mãe e é associada à superfície ondulada das águas. Os persas expunham os seus mortos em torres altas para que os abutres os devorassem e facilitassem o seu renascimento. Na Índia o abutre aparece como símbolo das forças espirituais protectoras que substituem os pais, sendo emblema de abnegação e conselho espiritual.

Na Ásia os grous são símbolos de longevidade e imortalidade; o grou branco pode voar para os céus e é um símbolo chinês da grande sabedoria, sendo por vezes chamado de grou "celestial" ou "abençoado; os grous são mensageiros dos deuses e na China voam para a "ilha dos imortais", a lendária terra dos oito imortais; talvez também por isso os seus ovos são utilizados em poções mágicas que garantem a vida eterna. Em muitas outras regiões do mundo os grous também são considerados como mensageiros dos deuses: no antigo Egipto dizia a lenda que um grou de duas cabeças chegara a ser visto a sobrevoar o Nilo, para anunciar uma nova era de alegria e prosperidade. Para além desta imagem de veículo entre o Céu e a Terra os grous, pela sua apetência em matar cobras, são considerados inimigos de satanás. A sua longa migração torna-os símbolos de resistência e as suas asas são frequentemente usadas como talismãs para proteger os viajantes da exaustão. A resistência evidenciada pelos grous nas suas migrações é uma rica fonte de lendas: por todo o mundo são variadísssimas as paragens geográficas onde se contam histórias sobre como os grous transportavam pequenas aves nos seus dorsos ao longo das suas rotas migracionais; os índios Aruaques da Venezuela diziam, por exemplo, que a planta do tabaco tinha chegado às suas terras através de um colibri que roubara as suas sementes e que as havia transportado da ilha de Trindade fugindo no dorso de um grou. O retorno dos grous a cada primavera simboliza a ressurreição. Na mitologia greco-romana o grou era sagrado para a deusa mãe, Demeter, que renovou a Terra a cada primavera, quando a sua filha, Perséfone, foi libertada do submundo.

O galo pelo seu andar altivo, a agressividade e o ardor sexual, tal como a sua imagem brilhante e colorida e o canto soberbo, gerou uma grande disparidade de costumes e tradições. Na Pérsia era uma grave pecado matar um galo, sendo considerado uma ave sagrada; os reis persas costumavam pentear os seus cabelos de forma a imitar a crista do galo; muitos capacetes de guerra lembram a crista do galo. É também um símbolo solar e emblema da vigilância e da actividade, talvez pelo facto de cantar ao nascer do sol. O próprio cristianismo absorveu este conceito e na idade média o canto do galo era um sinal recebido com alívio. Uma tradição persa, que se manteve apesar da cristianização, afirmava que o galo despertava a aurora, convocando a humanidade a saudar a perfeição sagrada e esconjurava espectros e demónios. Esta capacidade protectora foi depois exagerada na Líbia, onde viajantes costumavam levar galos consigo, na crença de que eles os guardariam contra leões e monstros. Talvez estas crenças tivessem surgido da lenda grega em que Áries, enquanto se encontrava com a sua amante Afrodite, encarregava Alektraon de vigiar e avisar da chegada de Vulcano, marido da deusa; certa noite, vencido pelo cansaço, Alektraon adormeceu e os amantes foram surpreendidos; Áries irado e envergonhado transformou o lacaio num galo e o condenou à eterna vigilância (em grego antigo alektraon é galo). Os chineses dedicaram ao galo um dos seus signos. O sacrifício de galos foi e é uma prática disseminada em muitos cultos; no extremo oriente, dizia-se que o sangue de um galo sacrificado à cabeceira de um doente e espargido sobre ele podia operar uma cura instantânea; no Ceilão tanto quanto na Escócia, Alemanha e Irlanda, numerosos ritos de sacrifício, amuletos e preparação de poções mantêm o galo associado à magia curativa.

O cisne é um símbolo de grande complexidade e muito antigo; algumas características do cisne são a causa desta importância: está entre as maiores aves do hemisfério norte, tem uma imaculada plumagem branca, produz um característico ruído com as asas e possui gritos vocais muito altos. Antigas representações pré-históricas mostram aves com longos pescoços associados à adoração do sol. Os cisnes surgem na mitologia grega como belíssimas jovens virgens: “um homem vê um bando de cisnes iluminado pelo reflexo da água, enquanto estes se despem da sua roupagem de penas para se transformarem nas jovens; o homem apaixonado esconde as penas de uma delas e com ela deseja viver para sempre em total felicidade; um dia ela encontra a roupa de penas e desaparece; esta mesma lenda repete-se na Sibéria, na Irlanda, na Índia, na Malásia, no Sião e no Japão. A expressão “canto do cisne” surge numa crença antiga de que o cisne branco é completamente mudo durante toda a sua vida, mas que pode cantar uma bela e triste canção como premonição da sua própria morte (esta crença é falsa, pois os cisnes não são mudos toda a sua vida e obviamente não adivinham a sua morte); também Shakespeare, em “Otelo” e no “Mercador de Veneza” fala em cantar e morrer, ao jeito do cisne. Quase a totalidade dos sentidos simbólicos ligados ao cisne expressam uma ligação a Afrodite, lembrando uma mulher nua de uma brancura imaculada; quer Afrodite quer Apolo têm carros puxados por parelhas de cisnes; a imagem do cisne refere-se sempre à realização suprema do desejo, até no seu suposto canto, como símbolo do prazer que morre em si mesmo.

O rouxinol é um símbolo de amor e saudade, que pelo seu canto na noite escura acalenta os amantes secretos e os protege dos olhares daqueles que os querem separar; e porque canta durante toda a noite acreditava-se que não precisava de dormir: uma lenda fala de uma pastora volúvel que perpetuou o adiamento da data do seu casamento, o que causou tamanho desgosto ao seu noivo que ele finalmente a castigou a se transformar num rouxinol que sofresse de insónia idêntica à que ele sofrera por ela. Talvez por este dramatismo o canto do rouxinol é reverenciado em todo o mundo e considerado um óptimo presságio para os poetas, escritores e cantores. Comer o seu coração já foi considerado um auxílio para cantar, escrever ou falar eloquentemente. Como pais os rouxinóis são creditados como muito bons professores que ensinam a cantar na perfeição, pelo que são muitas vezes símbolos de educação e ensino. Os primeiros cristãos notando que a ave cantava com alegria redobrada com o aproximar da madrugada, tornaram-no num símbolo de santa alegria da alma cristã, cantando na escuridão do mundo de então; era uma música alegre e que rejubilava com a antecipação da chegada de Cristo e da Sua luz. Os cristãos consideravam ainda o canto do rouxinol como um choro de saudade de um lar celestial e um pedido das almas perdidas e presas no purgatório. O rouxinol é a ave que simboliza o mês de Maio.

O pavão representa a primavera, o nascimento, longevidade e amor. Pela sua beleza ganhou um lugar importante quer nos templos asiáticos, quer nos jardins reais e paços ducais, quer mesmo nas lendas muçulmanas, às portas do Paraíso onde engoliu o próprio Diabo. O pavão é conhecido pela ave dos cem olhos; o padrão da sua cauda representa as estrelas, o universo, o sol, a lua e o “cofre do Céu”; para os cristãos este padrão adquiriu um significado de omnisciência, o Deus que tudo vê. Ainda na arte católica o pavão é usado como um símbolo da imortalidade, devido a uma antiga crença de que a carne do pavão não se degrada. Na mitologia grega e romana aparece como a ave protegida da deusa Hera, ou Juno; de acordo com este mito Hera criou o pavão a partir dos cem olhos de Argus, seu guarda fiel; nas moedas romanas designa a consagração das princesas. Foi-lhe também atribuído o dom de prever a chuva com a sua dança nupcial e por esta razão chegaram a ser sacrificados para trazer a chuva e tornar as terras e mesmo as pessoas férteis; o povo chinês acreditava que um olhar do pavão poderia engravidar uma mulher. O pavão é o símbolo da beleza, da prosperidade, da realeza, do amor, da compaixão, a alma e a paz. Segundo a crença hindu, a deusa do conhecimento e da sabedoria, Saraswati, monta um pavão e o deus Indra, transforma-se num pavão. No budismo o pavão simboliza a pureza e as suas penas são usadas em cerimónias de purificação. A tradição antiga considera o pavão como um símbolo de fidelidade, que por morte da sua companheira morre de tristeza ou vive para sempre só. Apesar de que na Europa, na idade média, o seu grito e penas já tenha sido considerado um mau presságio, encontrar uma pena de pavão traz boa sorte, harmonia, serenidade e paz de espírito. No horário místico corresponde ao crepúsculo. Foi sagrado na China e é a ave nacional da Índia.

O guarda-rios (Alcedo atthis) surge na mitologia grega numa história de amor entre o rei de Tráquis, Ceice, e a sua mulher Alcione (a antiga designação desta ave em grego era "Halcyon"). Numas das suas viagens marítimas o rei Ceice sofreu um naufrágio e morreu. Tradando em regressar, Alcione, preocupada com Ceice, e desconhecendo que este estaria morto, sonhou, por influência do deus dos sonhos Morfeu, onde e como o seu marido havia morrido. Na manhã seguinte ao econtrar o corpo de Ceice, Alcione atirou-se ao mar. Os deuses ficaram muito comovidos pelo amor do casal e transformaram ambos num par de guarda-rios que viveram juntos, sempre fiéis, para sempre. Outra história, noutras paragens, conta a história de como o guarda-rios originalmente uma ave acastanhada e sem cores, quando ainda estava na Arca de Noé, teve por missão encontrar terra; a sua euforia por se encontrar livre fez com que voasse tão alto que as suas penas foram absorveram a cor azul do céu; mas subindo ainda mais acabou por se aproximar do Sol e as penas do peito pegaram fogo, ficando laranja.

A andorinha, ave consagrada a Isis e a Afrodite, é um símbolo da esperança, fertilidade, renovação da vida e da ressurreição; o seu regresso é o arauto da primavera, um símbolo de Deus. Como um símbolo cristão representa a preocupação de Deus para com os mais desprotegidos, pois até a insignificante andorinha veio à Terra por Sua vontade; a bíblia proclama a sorte da andorinha e a generosidade de Deus ao escrever que “… até mesmo a humilde andorinha foi convidada para fazer a sua casa no templo do Senhor” (salmo 84:3); é ainda o símbolo de uma humilde e santa família obediente à vontade de Deus. Uma andorinha solitária em cima de um telhado representa Cristo no Jardim de Gethsemane, quando foi abandonado pelos seus discípulos; doze andorinhas representam os doze discípulos. Alguns evangelhos relatam a história do menino Jesus moldando doze pequenas aves de argila nas margens de um rio e dando-lhes vida de seguida. Os celtas ibéricos associaram a andorinha à irreversibilidade do tempo.

 

Analisámos crenças humanas sobre as aves: não passam de convicções relativas a determinadas ideias a despeito da sua procedência ou possibilidade de verificação objectiva, assumindo não serem fidedignas à realidade e representando tão só o elemento subjectivo do conhecimento humano.

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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